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Prêmio de consolação

Você já parou para pensar que no Brasil o que conta é o pódio? E que mesmo as medalhas de prata e bronze deixam um gostinho de prêmios de consolação?

O esporte abre a cortina das aparências e escancara a busca incessante pelo sucesso. E “ai” de quem cometer um deslize. Uma queda na ginástica, um empate no futebol, perder a disputa do bronze, tudo inadmissível! Há uma necessidade pelo ouro, para podermos mostrar que somos capazes, que não somos a vergonha da família, que aqui é Brasil!

“Olha lá, quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá, quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar” (O Vencedor, Los Hermanos)

E não adianta cobrar dos repórteres que só focam nos erros, em perguntas mais que manjadas. O buraco é mais embaixo. Ou melhor, mais antigo. E todos, sem exceção, passamos por ele.

Desde muito pequenos somos doutrinados a tirar boas notas. A não cometer erros. A não assumir riscos.

E por isso, é claro, não sabemos como lidar com críticas, mesmo que sejam construtivas. Elas nos lembram que cometemos um pequeno fracasso. Que precisamos melhorar. Nos dedicar mais. Fazer diferente.

Ué, mas isso não é bom? Ter alguém que nos mostre que há um outro caminho? Que nos ajude a chegar lá?! Se fôssemos educados a enxergar o benefício dos pequenos erros e saber que eles são parte fundamental do processo de aprendizagem, receberíamos avidamente as críticas. Iríamos mesmo ao encontro delas, buscá-las, solicitar aos outros que nos dessem mais feedbacks. Porque estaríamos abertos a aceitá-los.

“Eu que já não quero mais ser um vencedor
Levo a vida devagar pra não faltar amor” (O Vencedor, Los Hermanos)

E nesse contexto, feedbacks não seriam apenas um número, um kpi, uma medida organizacional. Eles fariam parte de uma cultura, seriam vividos como exemplos reais desde o topo das corporações.

Já discutimos bastante a importância de preparar um feedback para que ele se torne um giftback. Tão fundamental quanto essa etapa é estarmos prontos para saber que não somos perfeitos, que temos que melhorar. É termos consciência que vamos ouvir coisas que talvez não gostemos, não concordemos. E que SIM, temos que refletir e ver se elas se encaixam, servem e colocá-las em prática.

“Eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto as mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz” (O Vencedor, Los Hermanos)

E para deixarmos tudo isso mais leve e rirmos um pouco de nós mesmos, gravei um videozinho, mostrando alguns exemplos práticos sobre esse tema!

Se você acha que estamos no caminho, mas ainda precisamos ir mais além e aceitar mais os gifbacks que recebemos, compartilhe esse texto, envie para o RH da sua empresa, para seus amigos e familiares! E deixe aqui também seus comentários, críticas e sugestões! Ou conte como você faz para estar sempre aberto!

Boa semana! E improVIVA!

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2 comentários sobre “Prêmio de consolação

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