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Um desafio que virou homenagem!

Há 2 semanas fui desafiado a compor uma canção. Em francês, para festa de despedida de um dos meus melhores amigos aqui na França! Detalhe: não manjo nada de teoria musical e dá pra contar em uma mão as músicas que fiz até hoje. Nenhuma em francês. E há muito tempo nem relava no violão.

Tinha todos os motivos para recusar. E, logicamente, meu primeiro pensamento foi ” “E se eu fizesse um texto? Tenho mais experiência com isso, pode ficar engraçado.” Mas, com um pouco de insistência, decidi fugir da primeira resposta certa, sair da minha zona de conforto; me abrir ao novo e fazer algo ilógico. Claro, com um puta cagasso.

Num match de improviso passamos por isso em doses homeopáticas a cada cena ou jogo. O público dá um tema e temos que fazer acontecer na hora, sem texto pronto.

E para a música também não tinha nenhum brief. Decidi, então, fazer algo que contasse nossa história, na tentativa de despertar emoções, seja fazendo graça ou pela tristeza de sua partida.

No mesmo dia em que aceitei o desafio, ao voltar a pé do trabalho, comecei a cantarolar o primeiro esboço. Faltaram palavras, não tinha rima em tudo, mas já era um começo. Lembrei de que “idéias médias são a soma de idéias ruins” e “idéias boas são a soma de idéias médias”. Ali já tinha uma base. Minha preparação.

Mostrei para minha esposa, já mudei algumas coisas. E deixei incubar. Não mexi mais até dois dias antes da apresentação, quando passei tudo pro papel e mostrei os versos para pessoa que tinha pedido a música. Com essa segunda rodada de verificação, a letra ficou pronta.

Na noite anterior, peguei o violão e finalizei a melodia. A pressão ajuda na criação. No improviso, claro que rola um frio na barriga quando entramos em cena. “Será que vamos saber o que falar?” Para dar certo, precisamos adicionar uma camada da mente aberta e “vazia” para deixar as idéias fluírem, sem pensar muito antes de lançá-las.

No processo criativo a pressão ajuda quando há motivação para acessarmos todas as experiências vividas e combiná-las, gerando o resultado final, a iluminação.

As palavras em itálico são as etapas do processo criativo clássico (preparação – incubação – verificação – iluminação), proposto por Graham Wallas em 1926, em seu livro “The Art of Thought” (A arte do pensamento, numa tradução livre). E foi com base nele que consegui chegar no resultado final!

Vejam aqui a homenagem:

Gostou? Deixe aqui seu like, compartilhe o texto e o vídeo e principalmente comente como você faz para ser mais criativo!

Grande abraço e improVIVA!

 

 

 

 

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