Minha flor no meio do deserto

 

É como ver um jardim se abrindo no meio do deserto. Ver vida onde não se espera vê-la.

Das minhas flores, uma tem nome duplo, Maria Aparecida, mas é mais reconhecida e ganha grandeza quando anunciamos seu sobrenome: Gaino. Não porque fosse uma flor de espécie rara, tipo família abastada, ou conhecida. Talvez não antes dela. Foi ela quem o fez assim.

Há um mês e meio ela floriu diferente. Sem que notássemos nada por fora, algo parecia não estar certo por dentro. E nossa luta para que as pétalas continuassem resplandecendo, começou.

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O dia em que ele andou

Há tempos a independência dele estava por um fio. Um único dedo que, muito mais do que um apoio físico, representava toda a segurança e a ligação afetiva que ele ainda achava que precisava para seguir seus passos.

Há tempos eu venho abafando meus próximos passos. A carapaça usada ao longo de tantos anos para tentar evitar o sofrimento e as saudades parece que se misturou de vez com a minha pele, sem que eu saiba ao certo o que é uma e o que é outra, como que dominando minhas vontades e escondendo lá no fundo aquilo que meu coração diz.

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Jogo de emoções

Existe uma categoria de improvisação chamada jogo de emoções: a plateia dá um tema e sugere várias formas de jogá-lo, como filmes de ação, terror, drama, suspense, etc. No Brasil, por exemplo, os Barbixas marcam cada passagem mudando as cores do cenário e a música de fundo. A cada troca de cena, temos que adaptar o tom de voz, a entonação, a postura.

Na nossa vida empresarial também somos convidados a jogar esse jogo: quando falamos com clientes diferentes, que tem expectativas diferentes, cultura, way of working e objetivos diferentes. Uns mais apressados e focando no speed to market, outros pensando mais em longo prazo e inovação de ruptura.

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A mensagem que me ajudou a ser pai!

Dante completava um mês. Uma das fazes mais felizes e mais conturbadas da minha vida! Meu segundo filho tinha nascido e com ele a luta pela amamentação, o sono acumulado, as inúmeras crises de adaptação da Nina e muita, muita impaciência da minha parte. Sentia que não conseguia ser o pai que eu gostaria e precisava ser, principalmente porque não estava gerando exemplo. E sem ser efetivo nisso que é tão básico quando se tem filhos, como eu podia levar à diante o ImproVIVAção? A frustração de não ter tempo para mim e para os meus projetos se somava ao desânimo e ao cansaço. Tudo isso a um oceano de distância das pessoas que amo.

E depois de um desabafo, recebo essa mensagem do Eduardo M. R. Lopes do blog Círculos Virtuosos e do autor do livro Se esquecer seu coração lá em casa, não o devolverei. A transformação foi profunda e imediata! Tamo junto, Edu!

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Meu SIM no altar

Há sete anos disse um dos “sim” mais importantes da minha vida! Lembro até hoje da emoção que senti ao caminhar até o altar, que logo se precipitou em lágrimas de plena felicidade vendo minha futura esposa ao abrirem-se as portas da Basílica.

Um “sim” que aceitava TUDO que vinha pela frente. Não sabia como, onde ou o quê seria de minha vida, mas sabia que seria com ela. Porque ali tinha parceria, cumplicidade, aquele “tamo junto” tão raro de se encontrar. Do “vamos?”, “só se for agora!”, do se jogar em uma vida em outro continente deixando para trás a própria vida.

Um “sim” que tornava ainda mais viva, ainda mais bela, que sacramentava literalmente nossa relação. Na saúde, na doença, na alegria e na tristeza, na balada, nas viagens, nas discussões, nos olhares que dizem tudo, na curtição, no silêncio, nos fins de semana de plantão, nas viagens a trabalho, nos encontros e desencontros de gostos, vontades e desejos, na vida que fazemos a dois.

“A questão é sempre do amor”, lançou o Padre Vladimir Hergert, que nos deu a honra de celebrar o casamento. “E é preciso que a gente traduza essa palavra porque ela foi ganhando tantas conotações e acabou se esvaziando, ficou sendo um puro sentimento. Quando a gente diz amor, nós dizemos mais que sentimento. O amor é essa capacidade que a gente tem de cuidar do outro. Nesse sentido vocês dois estão assumindo um serviço. Cuidar, estar atento às necessidades do outro. Tudo fazer para que o outro encontre junto de si a felicidade. É claro que isso também poderia cair no equívoco de dizer ‘Bom, já tem quem cuida de mim, eu não preciso me preocupar.’

A questão não é quem cuida de mim. A questão é de quem eu cuido. Então nesse sentido vocês dois estão implicados, um cuidando do outro.”

Impressionante como é isso que sustenta nossa relação até hoje. No cuidado entre nós, no cuidado com nossos filhos. No aceitar se colocar em segundo plano. No sacrifício no qual não vemos a luz no fim do túnel, mas temos certeza que ela lá está. Em conseguir ser feliz sendo personagem coadjuvante, construindo o caminho principal do outro.

É por isso que temos que escolher alguém que agregue na nossa vida. Que segure a onda, que aguente o tranco. Alguém com quem você tenha tesão de estar junto, porque chega um hora que o sexo vira secundário (é, eu tô falando de filhos, haha). Que se permita rir com você de coisas bobas. Alguém que tenha culhão para gerar, conceber e educar os filhos, porque o bicho pega sem dó.

“Começar é uma graça, continuar é outra graça, mas a graça das graças é ir até o fim, é não desistir.” continuou o Padre Vladimir. “Que vocês alcancem essa graça de Deus, que vocês sintam a presença dele, auxiliando-os nesse caminho e que aí, encontrem também a felicidade.”

E vamos levando nessa toada, construindo cada cena, cada selfie e cada dia. Vou lembrando da minha boca doendo de tanto sorrir no dia do casamento. Aprendendo com os erros, com minha esposa e com meus filhos. Improvivendo a cada dia.

Escolha alguém que multiplique com você, cuidem-se e improvivam!

PS: Agradeço ao Padre Vladimir Hergert por ter gentilmente autorizado a publicação de suas palavras carinhosas durante a homilia. Casamento realizado na Basílica de Araras-SP em 17/04/2017.

 

 

 

 

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Um desafio que virou homenagem!

Há 2 semanas fui desafiado a compor uma canção. Em francês, para festa de despedida de um dos meus melhores amigos aqui na França! Detalhe: não manjo nada de teoria musical e dá pra contar em uma mão as músicas que fiz até hoje. Nenhuma em francês. E há muito tempo nem relava no violão.

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Prêmio de consolação

Você já parou para pensar que no Brasil o que conta é o pódio? E que mesmo as medalhas de prata e bronze deixam um gostinho de prêmios de consolação?

O esporte abre a cortina das aparências e escancara a busca incessante pelo sucesso. E “ai” de quem cometer um deslize. Uma queda na ginástica, um empate no futebol, perder a disputa do bronze, tudo inadmissível! Há uma necessidade pelo ouro, para podermos mostrar que somos capazes, que não somos a vergonha da família, que aqui é Brasil!

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Não cai do céu!

É mito falar que nascemos com o dom da aceitação. Aceitação é dedicação, treino disciplina. Como qualquer outra coisa que se quer desenvolver.

E, de fato, é muito mais fácil aceitar nos palcos do que na peça da nossa vida. E meu maior exemplo, aquilo que me força a treinar a aceitação com maior intensidade é a educação da minha filha.

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Meu presente de dia dos pais

Dizem que não importa quantos tombos a gente leva na vida, contanto que saibamos nos levantar, sacudir a poeira, retomar forças e continuar nossa caminhada.

Dizem também que, se algo de ruim acontece, é preciso dar a volta por cima, superar os desafios, e ainda aprender com o que passou.

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