A mensagem que me ajudou a ser pai!

Dante completava um mês. Uma das fazes mais felizes e mais conturbadas da minha vida! Meu segundo filho tinha nascido e com ele a luta pela amamentação, o sono acumulado, as inúmeras crises de adaptação da Nina e muita, muita impaciência da minha parte. Sentia que não conseguia ser o pai que eu gostaria e precisava ser, principalmente porque não estava gerando exemplo. E sem ser efetivo nisso que é tão básico quando se tem filhos, como eu podia levar à diante o ImproVIVAção? A frustração de não ter tempo para mim e para os meus projetos se somava ao desânimo e ao cansaço. Tudo isso a um oceano de distância das pessoas que amo.

E depois de um desabafo, recebo essa mensagem do Eduardo M. R. Lopes do blog Círculos Virtuosos e do autor do livro Se esquecer seu coração lá em casa, não o devolverei. A transformação foi profunda e imediata! Tamo junto, Edu!

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Meu SIM no altar

Há sete anos disse um dos “sim” mais importantes da minha vida! Lembro até hoje da emoção que senti ao caminhar até o altar, que logo se precipitou em lágrimas de plena felicidade vendo minha futura esposa ao abrirem-se as portas da Basílica.

Um “sim” que aceitava TUDO que vinha pela frente. Não sabia como, onde ou o quê seria de minha vida, mas sabia que seria com ela. Porque ali tinha parceria, cumplicidade, aquele “tamo junto” tão raro de se encontrar. Do “vamos?”, “só se for agora!”, do se jogar em uma vida em outro continente deixando para trás a própria vida.

Um “sim” que tornava ainda mais viva, ainda mais bela, que sacramentava literalmente nossa relação. Na saúde, na doença, na alegria e na tristeza, na balada, nas viagens, nas discussões, nos olhares que dizem tudo, na curtição, no silêncio, nos fins de semana de plantão, nas viagens a trabalho, nos encontros e desencontros de gostos, vontades e desejos, na vida que fazemos a dois.

“A questão é sempre do amor”, lançou o Padre Vladimir Hergert, que nos deu a honra de celebrar o casamento. “E é preciso que a gente traduza essa palavra porque ela foi ganhando tantas conotações e acabou se esvaziando, ficou sendo um puro sentimento. Quando a gente diz amor, nós dizemos mais que sentimento. O amor é essa capacidade que a gente tem de cuidar do outro. Nesse sentido vocês dois estão assumindo um serviço. Cuidar, estar atento às necessidades do outro. Tudo fazer para que o outro encontre junto de si a felicidade. É claro que isso também poderia cair no equívoco de dizer ‘Bom, já tem quem cuida de mim, eu não preciso me preocupar.’

A questão não é quem cuida de mim. A questão é de quem eu cuido. Então nesse sentido vocês dois estão implicados, um cuidando do outro.”

Impressionante como é isso que sustenta nossa relação até hoje. No cuidado entre nós, no cuidado com nossos filhos. No aceitar se colocar em segundo plano. No sacrifício no qual não vemos a luz no fim do túnel, mas temos certeza que ela lá está. Em conseguir ser feliz sendo personagem coadjuvante, construindo o caminho principal do outro.

É por isso que temos que escolher alguém que agregue na nossa vida. Que segure a onda, que aguente o tranco. Alguém com quem você tenha tesão de estar junto, porque chega um hora que o sexo vira secundário (é, eu tô falando de filhos, haha). Que se permita rir com você de coisas bobas. Alguém que tenha culhão para gerar, conceber e educar os filhos, porque o bicho pega sem dó.

“Começar é uma graça, continuar é outra graça, mas a graça das graças é ir até o fim, é não desistir.” continuou o Padre Vladimir. “Que vocês alcancem essa graça de Deus, que vocês sintam a presença dele, auxiliando-os nesse caminho e que aí, encontrem também a felicidade.”

E vamos levando nessa toada, construindo cada cena, cada selfie e cada dia. Vou lembrando da minha boca doendo de tanto sorrir no dia do casamento. Aprendendo com os erros, com minha esposa e com meus filhos. Improvivendo a cada dia.

Escolha alguém que multiplique com você, cuidem-se e improvivam!

PS: Agradeço ao Padre Vladimir Hergert por ter gentilmente autorizado a publicação de suas palavras carinhosas durante a homilia. Casamento realizado na Basílica de Araras-SP em 17/04/2017.

 

 

 

 

Vídeo

A outra metade da pizza

Há quanto tempo você come a mesma metade da pizza?

Você já parou para pensar quanto tempo a gente gasta discutindo o não fazer, enquanto poderíamos estar usufruindo deste tempo para focar no “fazer”?

O “não” como primeira resposta é tão enraizado, que chegar num simples consenso de que tipo de comida vamos pedir hoje pode levar alguns minutos preciosos do nosso tempo. E gastar tempo, que é o que temos de mais precioso, já seria um bom motivo para nos tirar dessa inércia. Há ainda a espessa crosta da rotina e o desgaste da mesma discussão de sempre, em torno dos mesmos tópicos, que vão aumentando e fazendo proporcionalmente diminuir nossa tolerância e nosso entusiasmo pelas coisas mais simples da vida. Que abalam a cumplicidade e nos fazem perder o interesse de compartilhar momentos com quem amamos.

Acaba que, com a não aceitação, com o ciclo do não, nós ligamos o piloto automático. “Ah, vai meia calabresa mesmo”. E não nos abrimos ao novo!

Quanto tempo faz que você não vai com sua filha ao parque? Porque “não, tem trânsito”. Há quanto tempo você não faz algo diferente do trabalho-academia-casa durante a semana, porque “não, não tenho tempo”? Há quanto tempo você não visita seus pais e passa horas com eles, porque “não, eles não me entendem”?

No improviso teatral, a aceitação é um dos principais conceitos.

É a primeira coisa que se aprende, que se treina. Quando você entra no palco, você tem que se aceitar. Aceitar sua autenticidade, o seu jeito de ser, o que te levou a estar lá. E aceitar o outro como ele é, respeitá-lo e aceitar o que ele vai falar, a proposta de idéia que virá dele, para que a história flua. Para que realmente haja uma continuidade, uma construção.

Que tal fazermos o propósito de hoje dizermos SIM? Tentarmos nem que seja por alguns minutos. Experimente um novo sabor! Brinque com seus filhos em vez de ir ao shopping. Vá ao campo no lugar de ir à praia. Visite um asilo em vez de ficar vendo Netflix.

Faça algo que há tanto tempo está aí gritando em seu peito para ser feito. Diga SIM a uma idéia pela primeira vez. Diga SIM a uma proposta diferente. Vai lá e faz!

E pra dar uma força nessa arte de dizer mais sim, preparei um vídeo bem curto encenando uma técnica de improviso para treinarmos:

Aceite o novo! Aceite-se! E improVIVA!

Ah, a imagem destacada foi escolhida a dedo no site circulosvirtuosos.com, blog parceiro do improVIVAção. Dá uma passadinha lá para mais frases legais e textos super inspiradores, e que nos ajudam a improVIVER!

Meu segundo aniversário

“Agora acho que consigo te explicar o que eu quero com o parto do Dante. Não quero só um parto normal, quero uma transformação.” Já era tarde quando a Manu lançou entusiasmada a proposta. Tinha tudo a ver com um documentário que acabávamos de assistir. Tony Robbins e seu estilo único de ajudar as pessoas. De transformá-las.

Demorei para atinar… “Como assim ?”

“Acho que não chegamos a passar por isso no parto da Nina.”

“Como não???”

“Acho que o parto natural tem um propósito maior. Quero algo mais carnal, uma transformação não só do bebê ou minha, mas nossa como casal. Acho que tudo foi muito artificial no parto da Nina.”

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