Vídeo

Que tal um cafezinho?

“E os feedbacks espontâneos? Do dia-a-dia, a qualquer hora? Proponho esse desafio ao blog. Conseguimos aplicar técnicas para esses? Por vezes, estes tipos são mais valorizados pelos receptores do que os preparados e/ou os ensaiados… ” [pergunta enviada em 28/07/2016]

Você já parou para pensar que no improviso, o maior elogio no final de uma peça é “Nossa, parece que foi tudo combinado! Tem um texto pronto, né?!” Já no stand up, é quando ouvimos “Cara, como você consegue? Você fala tudo com tanta naturalidade!”, que temos certeza de um trabalho bem feito.

O fator que leva o público ao êxtase, em ambos os casos, é o treino.

No improviso treina-se para que haja uma continuidade, uma história conectada. Exercícios de rapidez de raciocínio, reação e principalmente aceitação, são a chave para que não haja lacunas e para que tudo saia como “combinado”. No stand up, cada gesto, cada interação com a platéia, tudo de fato é repetido à exaustão antes de ser executado no palco. E é assim que acaba ficando natural, que tudo parece muito espontâneo.

É claro que o ápice de um bom giftback, é poder dá-lo à qualquer hora, e sem muito ensaio. Mas para isso é preciso dominar o padrão, antes de quebrá-lo. É preciso muito treino!

“É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer.” Aristóteles.

Sem a prática, corremos o risco de nos basearmos na confiança, e passarmos do ponto ao compartilhar nossas observações.

Isso se vê muito em nossas amizades e relacionamentos. Achamos que temos o direito de falar tudo o que pensamos, sem pensar que há uma pessoa recebendo tudo aquilo. Que “se é meu amigo, não tenho que ficar medindo palavras”. E é aí que nos enganamos! É aí que muitas vezes tocamos na ferida. E repetindo isso por vários anos, abalamos toda uma relação.

Que tal nos espelharmos nas crianças? Elas não nascem e saem correndo. Existe todo um processo para isso. Primeiro se colocam sentadas, começam engatinhar, tentam ficar em pé, dão os primeiros passos e só conseguem correr depois de muita tentativa e erro.

“You don’t learn to walk by following rules. You learn by doing, and by falling over.” Richard Branson

E praticar serve também para a parte de receber o feedback. E agora vocês já conhecem a aceitação 😉  Vou fazer um post específico sobre porque temos tanta dificuldade em aceitar feedbacks negativos em breve! Fiquem ligados!

Para descontrair, gravei um videozinho, mostrando que, quando passamos pelos passos da técnica, é possível dar um bom Giftback em qualquer lugar. E quando não se está preparado, ter uma sala específica e hora marcada não solucionam o problema! Divirtam-se!

Esse post se originou de uma pergunta de um leitor! Se você tem dificuldade em dar ou receber feedback, ou tem alguma sugestão, crítica ou elogio, deixe aqui seu comentário! Se você também acredita que podemos ser melhores e viver com mais leveza, compartilhe esse texto com seus amigos e em sua empresa, para disseminarmos esse jeito leve de improVIVER!

E claro, improVIVA!

 

 

Anúncios