O dia em que ele andou

Há tempos a independência dele estava por um fio. Um único dedo que, muito mais do que um apoio físico, representava toda a segurança e a ligação afetiva que ele ainda achava que precisava para seguir seus passos.

Há tempos eu venho abafando meus próximos passos. A carapaça usada ao longo de tantos anos para tentar evitar o sofrimento e as saudades parece que se misturou de vez com a minha pele, sem que eu saiba ao certo o que é uma e o que é outra, como que dominando minhas vontades e escondendo lá no fundo aquilo que meu coração diz.

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Jogo de emoções

Existe uma categoria de improvisação chamada jogo de emoções: a plateia dá um tema e sugere várias formas de jogá-lo, como filmes de ação, terror, drama, suspense, etc. No Brasil, por exemplo, os Barbixas marcam cada passagem mudando as cores do cenário e a música de fundo. A cada troca de cena, temos que adaptar o tom de voz, a entonação, a postura.

Na nossa vida empresarial também somos convidados a jogar esse jogo: quando falamos com clientes diferentes, que tem expectativas diferentes, cultura, way of working e objetivos diferentes. Uns mais apressados e focando no speed to market, outros pensando mais em longo prazo e inovação de ruptura.

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A mensagem que me ajudou a ser pai!

Dante completava um mês. Uma das fazes mais felizes e mais conturbadas da minha vida! Meu segundo filho tinha nascido e com ele a luta pela amamentação, o sono acumulado, as inúmeras crises de adaptação da Nina e muita, muita impaciência da minha parte. Sentia que não conseguia ser o pai que eu gostaria e precisava ser, principalmente porque não estava gerando exemplo. E sem ser efetivo nisso que é tão básico quando se tem filhos, como eu podia levar à diante o ImproVIVAção? A frustração de não ter tempo para mim e para os meus projetos se somava ao desânimo e ao cansaço. Tudo isso a um oceano de distância das pessoas que amo.

E depois de um desabafo, recebo essa mensagem do Eduardo M. R. Lopes do blog Círculos Virtuosos e do autor do livro Se esquecer seu coração lá em casa, não o devolverei. A transformação foi profunda e imediata! Tamo junto, Edu!

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Meu presente de dia dos pais

Dizem que não importa quantos tombos a gente leva na vida, contanto que saibamos nos levantar, sacudir a poeira, retomar forças e continuar nossa caminhada.

Dizem também que, se algo de ruim acontece, é preciso dar a volta por cima, superar os desafios, e ainda aprender com o que passou.

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Meu segundo aniversário

“Agora acho que consigo te explicar o que eu quero com o parto do Dante. Não quero só um parto normal, quero uma transformação.” Já era tarde quando a Manu lançou entusiasmada a proposta. Tinha tudo a ver com um documentário que acabávamos de assistir. Tony Robbins e seu estilo único de ajudar as pessoas. De transformá-las.

Demorei para atinar… “Como assim ?”

“Acho que não chegamos a passar por isso no parto da Nina.”

“Como não???”

“Acho que o parto natural tem um propósito maior. Quero algo mais carnal, uma transformação não só do bebê ou minha, mas nossa como casal. Acho que tudo foi muito artificial no parto da Nina.”

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